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Tabagismo é considerado fator de risco para o desenvolvimento
de hipotiroidismo na Tiroidite de Hashimoto.
A incidência da Tiroidite de Hashimoto é de 3 a 15 casos
para cada 10.000 pessoas por ano. A patologia é 15 a 20
vezes mais freqüente em mulheres que em homens.
Aparece mais freqüentemente entre os 30 e 50 anos, mas aparece
em qualquer idade, inclusive em crianças.
Diagnóstico O diagnóstico é feito com base em: (1) presença
de elevados níveis dos anticorpos tiroidianos, obtidos através
de exame de sangue: anti-tireoglobulina (anti-Tg) e/ou anti-microssomal/tireoperoxidase
(anti-TPO); (2) achado ultrassonográfico de uma tiróide
de tamanho normal ou aumentada, com textura homogênea ou
finamente heterogênea e hipoecogênica; (3) funcionamento
da glândula tireóide normal (eutiroidismo) ou reduzido (hipotiroidismo),
constatado por dosagem no sangue de T4/T4 livre e TSH.
Não é necessário para o diagnóstico a realização do exame
de cintilografia da tireóide, mas se este exame for realizado
encontra-se uma tiróide de captação normal ou de captação
difusamente reduzida.
Dos critérios diagnósticos da tiroidite crônica linfocítica,
o mais relevante são os auto-anticorpos tiroidianos. Anti-Tg
é presente em elevados níveis em 80% dos pacientes, e 97%
dos pacientes têm altos níveis de anti-Tg e anti-TPO.
Mesmo quando a função tiroidiana é normal (T4 e TSH normais),
mas quando os auto-annticorpos tiroidianos são presentes
em altos níveis (títulos), a chance de evolução para hipotiroidismo
é de 5% ao ano.
Por isto, recomenda-se dosar T4/T4 livre e TSH anualmente.
Mais de 10% das mulheres têm auto-anticorpos tiroidianos
presentes (positivos), a prevalência nos homens é bem menor:
1%. Tratamento Até que seja diagnosticado hipotiroidismo,
não é necessário tratamento.
Uma vez que é feito o diagnóstico de hipotiroidismo (TSH
alto), trata-se com comprimidos de levotiroxina. A dose
correta é aquela que deixa o T4 livre e o TSH em valores
normais.
Cerca de 25% dos pacientes com hipotiroidismo voltam a ter
função tiroidea normal ao longo dos anos.
Outros pacientes com tiroidite crônica linfocítica podem
evoluir para hipertiroidismo (Doença de Basedow-Graves).
Portanto, mesmo após ter sido encontrada a dose ideal de
levotiroxina para cada paciente, este deve ser seguido com
dosagens sangüíneas periodicamente (a cada 6 meses, pelo
menos) para possíveis ajustes da dose.
A indicação da cirurgia como tratamento é rara. Raramente
o bócio é grande o bastante para promover sintomas de compressão
no pescoço. Nestes casos, o tratamento indicado é cirurgia.
Bócios grandes e não compressivos, por razões estéticas,
também podem ser retirados cirurgicamente. Associações com
outras doenças Sendo a Tiroidite de Hashimoto uma doença
auto-imune, o hipotiroidismo nestes casos pode estar associado
a outras doenças auto-imunes: doença de Addison (hipocortisolismo),
diabetes mellitus, hipogonadismo, hipoparatiroidismo, anemia
perniciosa, hipopituitarismo, vitiligo, alopécia.
Sintomas (hipotiroidismo) A tiroidite crônica linfocítica
trará sintomas quando houver hipotiroidismo. Quase todos
os órgãos são acometidos pelo hipotiroidismo.
- Pele seca. Cabelos secos e quebradiços, com maior propensão
a queda. Unhas fracas e quebradiças.
- Redução da pressão arterial e da freqüência cardíaca.
- Aumento de colesterol. Aterosclerose.
- Depressão. Desânimo. Lentificação do pensamento.
- Ganho de peso.
- Alterações do ciclo menstrual.
- Bócio.
Em crianças: retardo no desenvolvimento psíquico e da coordenação,
menor crescimento.
Em grávidas: Maior taxa de aborto e complicações fetais.
Durante a gestação é possível que o hipotiroidismo fique
mais leve, e que volte a ficar mais intenso no pós parto
(2 a 6 meses após o parto). Maiores detalhes no tópico Tireóide
e Gestação. Raramente o bócio é grande o bastante para promover
sintomas de compressão no pescoço. Nestes raros casos, o
tratamento indicado é cirurgia.
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