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HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO NO BRASIL
Dificuldades à base de soluções


Conectfarma Publ. Cient., São Paulo, 2008, 194 pp
(CDD616.444, NLM-WK25, 0809734)

Geraldo Medeiros-Neto e Meyer Knobel

Este volume, lançado durante o 13º Congresso Internacional de Endocrinologia no Rio de Janeiro, em novembro de 2008, procurou retratar de forma real e fidedigna a situação do Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde.

Este programa, chamado popularmente como o "Teste do Pezinho", teria como objetivo principal a coleta de sangue de todos os recém-nascidos vivos no Brasil, a cada ano (cerca de 3 milhões de crianças).

As gotas de sangue são absorvidas em papel poroso especial e este é enviado a laboratórios oficiais em cada Estado Brasileiro onde se realizam os testes para doenças genéticas do metabolismo (fenilcetonúria), da tireóide (hipotireoidismo congênito), e de alterações da hemoglobina, molécula que transporta o oxigênio no sangue.

No ano de 2004, apenas 50% (ou menos) das crianças brasileiras realizavam o "Teste do Pezinho".
Com esforço generalizado, muita boa vontade, espírito de equipe e reuniões periódicas dos vários Centros de Referência para a Triagem Neonatal, conseguimos em 2008 elevar para 80% o número nacional de recém-nascidos testados. Alguns Estados como Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais já atingem praticamente 100% de todas as crianças nascidas.

O tratamento precoce é importantíssimo, pois evita a possibilidade de dano cerebral definitivo. Nesta etapa terapêutica é que precisamos melhorar. Decorrem cerca de 40 dias (ou mais) até que se localize a criança, faça-se teste confirmatório e se inicia a terapêutica. É muito tempo decorrido.

O fornecimento do medicamento pelas Autoridades da Saúde é moroso, difícil e burocrático. No Norte e Nordeste a situação de fornecer gratuitamente os comprimidos, a dieta adequada, instruções precisas, há uma imensa dificuldade em reconhecer situações particulares, isto é, mães que vivem em localidades e vilarejos longínquos, não podem ir e vir buscar o remédio a cada 30 dias (como é a regra geral). Nestes 7 anos do Programa de Triagem Neonatal, conseguimos ampliar de forma extraordinária o percentual de recém-nascidos testados.

Temos que ter mais agilidade na busca da criança com a doença, diminuir o tempo decorrido até o início do tratamento e permitir que o medicamento seja fornecido, sem falhas, pelos primeiros 3 anos de vida da criança.

Determinou-se, igualmente, que se faça intensa campanha nacional do "Teste do Pezinho" a partir da divulgação da frase "O terceiro dia do recém-nascido é aquele do Teste do Pezinho". Criou-se a data nacional do Teste do Pezinho (6 de junho).
A Mídia pode e deve cooperar nesta campanha que irá conscientizar as jovens, as gestantes, pediatras, obstetras e médicos em geral.

Só com o apoio de todos é que teremos possibilidade de diagnosticar 100% das crianças nascidas no Brasil. Este volume destina-se aos estudantes de medicina, escolas de enfermagem, é útil para sanitaristas e igualmente para os estudiosos de genética humana.

Todos unidos, como se vê pelas apresentações de cada equipe, de cada Estado, teremos soluções para todas as dificuldades. O livro apresenta-se com 35 capítulos, abrangendo 10 capítulos iniciais de informações sobre fisiopatologia e diagnóstico e; nos materiais subseqüentes, amplas informações sobre a situação em cada Estado da República Federativa do Brasil.

Ao final, uma série de Recomendações sugeridas às Autoridades do Programa Nacional de Triagem neonatal.

Informações Práticas: O livro "Hipotireoidismo Congênito" está à disposição da classe médica através do Ache Laboratórios farmacêuticos S.A.
email ache@ache.com.br

O Instituto da Tireóide poderá atender a alguns pedidos (enquanto tiver estoque) pelo email: duvidas@indatir.org.br