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Novos
valores de referência para o hormônio estimulador da tiróide,
TSH, produzido pela hipófise
IMPORTANTE: Permite diagnosticar,
precocemente, doenças da tiróide
Os fundamentos básicos da Endocrinologia, em especial focalizando
a tiróide, indicam que esta glândula é controlada pela hipófise,
a qual secreta substância hormonal que induz a tiróide a
produzir seus dois hormônios, T4 e T3. Estes, por sua vez,
quando atingem nível normal na circulação "avisam" a hipófise
de que não há mais necessidade de contínua estimulação.
A hipófise, por sua vez, reduz a produção de TSH (Figura
1)
Durante
muitos anos os valores de referência do TSH na circulação
oscilam entre 0,5 a 4,5µU/mL, com o advento de testes mais
sensíveis valores tão diminutos como 0,01 passaram a ser
medidos. A Academia Nacional de Bioquímica Clínica (www.nacb.org)
realizou, nos Estados Unidos, amplo estudo entre indivíduos
normais, de ambos os sexos, para avaliar quais seriam os
valores realmente NORMAIS diante da evolução dos estojos
fornecidos para mensurar-se o TSH. Estes valores são importantes
pois os médicos os usam para avaliar tratamento com L Tiroxina
e para saber se o paciente está com excesso de função da
tiróide (hipertiroidismo) ou falta da função da tiróide
(hipotiroidismo).
A surpresa deste estudo foi os resultados obtidos após várias
determinações de TSH circulante no mesmo indivíduo durante
12 meses.
Notou-se que, individualmente, o valor de TSH circulante
varia muito pouco de 1,0 a 1,5 µU/mL. O nível mais baixo
em normais foi de 0,4 µg/mL.
Com todos os dados obtidos a Dra. Carole Spencer que coordenou
o projeto indicou que, para interpretar clinicamente resultados
de TSH circulante, os laboratórios devem usar os novos valores
de referência, isto é,
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TSH
sérico: 0,4 a 2,5 µg/ml
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Quais as eventuais conseqüências para a clínica?
No dia a adia o endocrinologista tem dificuldade em avaliar,
por exemplo, se o (a) paciente tem alterações mínimas de função
da tiróide e estes novos valores de referência podem ser cruciais
para indicação de mínimas falhas da tiróide.
Valores de TSH sérico acima de 2,5 µg/ml
São indicativos de que a tiróide está começando a falhar,
isto é, está se instalando o hipotiroidismo. Obviamente outros
testes deverão ser pedidos para confirmar qual a alteração
da glândula que a leva a produzir menos hormônios (T3 e T4).
A ultrasonografia e dosagem de anticorpos anti tiróide irão
confirmar a presença de tiroidite crônica ou tiroidite de
Hashimoto.
No caso da paciente estar grávida valores elevados de TSH
indicam que a produção de hormônios pela tiróide está abaixo
do esperado. Como a mãe passa para o feto parte de sua produção
diária de T3 e T4, é MUITO IMPORTANTE que o clínico suplemente
a grávida com doses diárias de L Tiroxina.
No entanto, como bem o afirma a publicação destes resultados,
nem todos os pacientes com valores minimamente elevados de
TSH sérico devem ser tratados.
Outro problema é aquele que o teste indica TSH abaixo de 0,4
µU/ml. O paciente deve ficar sob observação e se os valores
deste hormônio (TSH), progressivamente, atingem valores menores
que 0,1 µU/ml tal fato pode indicar HIPERTIROIDISMO SUBCLÍNICO
o qual se associa, freqüentemente, com arritmia cardíaca,
sintomas emocionais, irritabilidade, perda de massa óssea
e outros problemas clínicos e metabólicos. A causa pode ser
nódulo na tiróide com excesso de função, oferta exagerada
de iodo (pela alimentação, pelo sal iodado, por medicamentos
com iodo, etc) ou ingestão de excesso de L Tiroxina.
O clínico deve avaliar criteriosamente cada caso, solicitando
exames adicionais capazes de fazer o diagnóstico adequado.
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Fonte:
Prof. Dr. Geraldo Medeiros Neto - Nov 2004
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