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TESTE
DO PEZINHO
A Importância do "Teste do Pezinho" para a saúde do
Recém Nascido
Em 2001 o Ministério da Saúde criou o "Programa Nacional de
Triagem Neontal" visando, progressivamente, atender os 3,5
milhões de recém nascidos em todo o Brasil, diagnosticando
a falta de função da tiróide (HIPOTIROIDISMO) e moléstia chamada
Fenilcetonuria. Sabemos que 1 em cada 3000 - 4000 crianças
recém nascidas podem apresentar estas anomalias genéticas.
Para que o Programa Nacional pudesse funcionar criou-se, em
cada Estado, um Serviço de Referência, responsável pelos recém
nascidos daquele Estado, constituído por um coordenador, Médico
Endocrinologista, Psicóloga e Assistente Social. Esta equipe
é responsável pela logística do Programa, isto é, todo recém
nascido tem que se submeter ao "Teste do Pezinho" entre o
3o. e 7o. dia do nascimento. Se o Teste do Pezinho mostrar-se
alterado a Assistente Social localiza a mãe e pede para que
a criança volte ao Posto de Saúde para exames confirmatórios.
Logo após estes exames, no caso de ser confirmado o diagnóstico
HIPOTIROIDISMO, a criança é medicada com 1 comprimido de TIROXINA
(hormônio da tiróide) por dia, pela manhã. Todos os exames,
testes, consultas e remédios são cobertos pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). No caso da criança apresentar diagnóstico
de fenilcetonuria dieta apropriada é introduzida e aconselhamento
nutricional é fornecido.
Admite-se que a criança, de forma IDEAL, deveria iniciar o
tratamento antes de decorridos30 dias do nascimento. No caso
de haver retardo da administração de TIROXINA a criança pode
ficar com grau variável de RETARDO MENTAL IRREVERCÍVEL constituindo
ÔNUS para a família (escola especial, tratamento neurológico,
etc.) e para a sociedade em geral (não consegue integrar-se
ao meio social).
No momento cerca de 2,0 milhões de crianças recém nascidas
são, realmente, rastreadas no Programa. Calcula-se que 1.5
milhões de recém nascidos não FAZEM o Teste do Pezinho. Esta
situação pode melhorar e mito se a MÍDIA divulgar o fato de
que todo recém nascido deve procurar o Posto de Saúde ou o
Hospital local para realizar o Teste do Pezinho. Nosso grupo
elaborou uma CARTILHA que descreve, em linguagem simples como
é o teste e o que ocorre após os exames que confirmam o HIPOTIROIDISMO.
Esta CARTILHA foi distribuída a todos os Serviços de Referência
em 28 Estados.

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País
vence dificuldades de logística e avança no
"Teste do Pezinho"
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Durante um período de menos de três anos, o Brasil - que protegia
apenas 24,2% dos seus recém-nascidos contra as gravíssimas
conseqüências do hipotiroidismo - passou a proteger 89% dessas
crianças. Mas isso significa que cerca de 1,5 milhão de bebês
ainda não passam pela triagem neonatal que pode diagnosticar
e amenizar o futuro retardo mental e neurológico causado pelo
hipotiroidismo congênito. A informação será apresentada nesta
quinta-feira, dia 24, às 11h, no 5o. andar do prédio do Instituto
Central do Hospital das Clínicas, pelo Dr. Geraldo Medeiros-Neto,
professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da USP,
um dos grandes batalhadores brasileiros pela disseminação
do chamado "Teste do Pezinho" em recém-nascidos, destinado
à detecção de doenças congênitas.
O Prof. Geraldo Medeiros lançou o livro - Hipotireoidismo
Congênito no Brasil - Como era, como estamos e para onde vamos!,
baseado no Seminário sobre Hipotireoidismo Congênito realizado
em agosto de 2003 pelo Instituto da Tiróide, que ele preside,
com o apoio da Sociedade Brasileira de Endocrinolgia e Metabologia
/ Departamento da Tireóide da SBEM, e da Sociedade Brasileira
de Triagem Neonatal, e patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos.
A meta do PNTN - Programa Nacional de Triagem Neonatal, do
Ministério da Saúde, é detectar o maior número possível de
doenças congênitas e atender 100% dos recém-nascidos brasileiros.
Por enquanto, a grande maioria dos Estados só venceu a Fase
I do PNTN, que objetiva diagnosticar a Fenilcetonúria e o
Hipotireoidismo Congênito. As fases seguintes prevêem diagnósticos
de doenças como anemia falciforme, fibrose cística e outras.
O grande problema, segundo o Dr. Geraldo Medeiros, é o de
logística, uma vez que cada uma dessas doenças congênitas
tem prazo para detecção e início de tratamento.
O primeiro teste para detecção de hipotireoidismo, por exemplo,
precisa ser feito entre o terceiro e o sétimo dia de vida
do bebê, e o tratamento precisa começar no máximo ao redor
de um mês. "Você imagina que a mãe volta para casa com o bebê,
às vezes em um barco, como na Amazônia, e a criança precisa
passar pelo testes a´te quatro dias depois. Além disso, precisa
fazer um segundo teste confirmatório e, em caso da doença,
com um mês de idade, precisa passar a ingerir um comprimido
diário (tiroxina) e visitar o médico pelo menos cinco vezes
por ano, nos 12 meses iniciais", explica o presidente do Instituto
da Tiróide.
A luta pra ampliar a faixa de recém-nascidos assistidos pelo
PNTN envolve soluções criativas de entidades como a da APAE-SP,
por exemplo, que mobilizou um veículo que leva profissionais
de saúde para percorrer uma um os cartórios de registro de
nascimento da Capital checando se os recém-nascidos estão
passando pelo "Teste do Pezinho". Em todas essas iniciativas
é entregue um exemplar da Cartilha do Hipotireoidismo Congênito,
trabalho conjunto do Instituto da Tireóide, com apoio, do
Ache Laboratórios, com a equipe do Ambulatório de Hipotireoidismo
Congênito do Hospital das Clínicas da Universidade Federal
de Minas Gerais - UFMG.
O que podemos fazer? Alertar a população para a importância
do "Teste do Pezinho".
"NÃO DEIXE DE LEVAR A CRIANÇA RECÉM-NASCIDA PARA FAZER O TESTE
DO PEZINHO".
"A CRIANÇA QUE NÃO FAZ O TESTE DO PEZINHO CORRE RISO DE FICAR
COM PROBLEMAS CEREBRAIS".
"O TESTE DO PEZINHO PROTEGE A CRIANÇA RECÉM-NASCIDA DE DOENÇAS
SÉRIAS, FACILMENTE CORRIGÍVEIS.
Prof. Geraldo Medeiros-Neto
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Não deixe de ver a cartilha ilustrada
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