Triagem neonatal – Diagnóstico de falta de função da glândula tireoide

Defeito no sistema de audição é frequente em pacientes nos quais foi diagnosticado falta de função da tireoide ao nascer. Um estudo recentemente realizado na França acompanhou 1748 pacientes nos quais, na triagem neonatal, tiveram o diagnóstico de falta de função da glândula tireoide.Esses pacientes foram tratados com L-tiroxina por um período médio de 24 anos. Durante esse período, os pacientes foram submetidos a testes de audição por queixa individual de surdez parcial ou mesmo sem nenhum sintoma. De uma maneira resumida, 2/3 dos pacientes relataram queda da audição em relação a 1 grupo de pacientes que jamais tiveram falta de função da tireoide.Curiosamente, a perda de audição durante todos esses anos de segmento foi mais comum em pacientes que, ao nascer, apresentavam ausência total da glândula tireoide. Igualmente, a presença de uma tireoide aumentada no recém-nascido (bócio congênito) foi frequentemente associado a perda de audição. Os pesquisadores notaram também que um fator, baixa concentração de hormônio de tireoide no recém-nascido poderia ser considerado como altamente relacionado com a perda de audição. A perda de audição em quase todos os pacientes era bilateral e do tipo chamado neurosensorial, isto é, ligado à transmissão dos sons para o centro cerebral de audição. A maioria dos pacientes em exames especializados apresentava perda de audição para frequências sonoras elevadas. Em conclusão, apesar do imenso benefício da triagem neonatal e da terapêutica precoce com L-tiroxina, os pacientes com falta de função da tireoide podem apresentar na fase adulta da vida, grau variável de perda de audição. Os autores recomendam exames periódicos para todos os pacientes diagnosticados com hipotireoidismo congênito nesta área de audição.
Source: Indatir